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quinta-feira, 7 de junho de 2018

LVM - Logical Volume Management - Parte III - Resolvendo problemas de espaço

Resolvendo problemas de espaço


Nesse artigo vamos ver como o LVM (Logical Volume Management) facilita nossa vida, ao permitir resolver muito facilmente a falta de espaço de armazenamento. Veremos isso de duas maneiras nesse artigo:
  1. The Easy Way: Iremos ver como adicionar um novo HD e "apresentá-lo" ao LVM;
  2. The Hard Way: Alternativamente, expandir a capacidade da configuração atual, seja aumentando a partição originalmente utilizada ou adicionando mais uma partição ao LVM.
Com esse objetivo em mente, vamos criar um cenário hipotético, mas que pode ocorrer com muita facilidade: um usuário está no processo de fazer um upgrade de versão do openSUSE, quando é avisado que falta espaço em disco para prosseguir com o upgrade!

terça-feira, 5 de junho de 2018

LVM - Logical Volume Management - Parte II - Abstraindo Physical Volumes

LVM - Abstraindo Physical Volumes


Cumprindo a promessa feita ao final do artigo anterior, vamos mostrar como criar o Volume Group datavg, bem como os Logical Volumes data1, data2, data3 e data4.

Mas nosso objetivo não é apenas cumprir uma promessa!
Nesse artigo pretendemos fazer um overview do LVM, bem como apresentar alguns comandos e procedimentos elementares.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

LVM - Logical Volume Management - Introdução


As versões mais recentes do openSUSE, assim como praticamente todas as distribuições Linux, permitem usar configurações baseadas em Logical Volume Management (Gerenciamento Lógico de Volumes).

Se você administra um Servidor ou um Desktop, só conseguimos apontar vantagens em usar LVM!


Por que usar LVM - Logical Volume Management? 


O Gerenciamento Lógico de Volumes proporciona uma camada de abstração entre um sistema de arquivos e os discos ou partições.

Sem um gerenciamento de volume, uma vez que você tenha usado todo o espaço em um disco, seu sistema de arquivos não pode ser mais estendido. Não de forma simples!

Usando LVM, um sistema de arquivos é criado em um volume lógico. Um volume lógico é criado em cima de um grupo de volume, que por sua vez é criado usando um ou mais volumes físicos (discos ou partições). Deste jeito, um mesmo sistema de arquivos pode se espalhar por vários discos. Assim, se um sistema de arquivos se tornar cheio, ele pode ser estendido adicionando um novo volume físico (disco ou partição) ao grupo de volume ao qual faz parte, e depois simplesmente estendendo o volume lógico no qual ele está montado.


sábado, 21 de novembro de 2009

GRUB - Recuperação após instalação do Windows

Neste artigo vou mostrar como se recuperar de um "incidente" muito comum entre usuários novatos do Linux: Recuperar o Grub depois da instalação do Windows!

Mas este artigo serve também para qualquer outra situação em que o Grub tenha "desaparecido!"

Vou mostrar duas maneiras de como fazer isto: a maneira "assistida", onde será utilizada a opção de "Reparar o sistema instalado" do DVD do openSUSE; e a maneira "manual", onde será utilizada a opção "Sistema de recuperação".

Mas antes de prosseguir-mos, memorize esta informação: as configurações do GRUB ficam dentro de um arquivo chamado menu.lst, que fica dentro da pasta /boot/grub/.

A não ser que tenha acontecido um "desastre" dos grandes, este arquivo continua lá, embora você não esteja podendo dar boot pelo Linux.


Modo "assistido"

ATENÇÃO: Se você estiver usando o DVD da versão igual ou superior à versão 11.4 do OpenSuSE, não irá encontrar as opções de modo "assistido". Então pule para a seção Modo manual.

ATENÇÃO(2): Se você estiver usando a versão 12.2 ou superior, saiba que por default é instalado o GRUB2, ao invés do velho e conhecido GRUB. Em breve plubicarei uma atualização do Blog, tratando melhor deste assunto.


Ok, coloque o DVD de instalação do openSUSE na unidade e reinicie o computador, para dar boot pelo DVD. Quando parar na tela inicial, mude o idioma para "Português do Brasil" e selecione a resolução de sua preferência. Após isto, selecione a opção "Reparar o sistema instalado".

Existem três métodos de reparo. Como já sabemos qual é o problema, vamos selecionar o terceiro método. Veja a figura abaixo, para esclarecimentos.

Selecionando o método de reparo

Na tela seguinte, você seleciona a opção "Instalar Novo Carregador de Inicialização". O sistema irá detectar as partições por você e depois mostrará outra tela, já com algumas configurações. Clique na aba "Instalação do carregador de inicialização", para fazer-mos mais uma coisa. Verifique a figura abaixo.

Configurando um novo menu de inicialização para o GRUB

Por vias das dúvidas, selecione também a opção "Inicializar da MBR (Master Boot Record)"!

Quando terminar, clique em Ok. Será exibida uma mensagem de que a operação foi realizada com sucesso. Veja a figura a seguir.

Operação realizada com sucesso!


Para prosseguir, aperte o botão RESET! Isso mesmo: RESET!

Após alguns instantes, você verá o novo menu do Grub, como mostrado na figura abaixo.

GRUB recuperado!


Este método é eficaz. Mas você deve ter percebido que as coisas não voltaram a ser como antes. Em primeiro lugar, a tela "bonitinha" de splash já não aparece mais e o boot é feito no modo verbose, ou seja, você vê "coisas" acontecendo na tela.

Tecnicamente não há nada de errado com o novo menu. O mecanismo de recuperação criou um novo arquivo menu.lst, contendo instruções simplificadas para o boot. Mas, como estamos falando de Linux, pode ter certeza ele fez a "gentileza" de fazer um backup do menu.lst original. Sabendo disto, podemos recuperar o menu original do GRUB!


Recuperando o menu original do GRUB

Faça login no openSUSE e abra um terminal. Feito isto, digite

ls -l /boot/grub

Será mostrada uma listagem parecida com a da figura abaixo.

Listagem da pasta /boot/grub/


Como podemos ver na figura acima, o mecanismo de recuperação criou um novo arquivo menu.lst, mas fez uma cópia do antigo, com o nome menu.lst.old. Apenas para confirmar, vamos dar uma olhada em seu conteúdo. Digite agora o seguinte comando:

sudo cat /boot/grub/menu.lst.old

O conteúdo de menu.lst.old será exibido. Você verá algo parecido com o mostrado na figura abaixo.

menu.lst.old -- o menu.lst original!

Hmmm, interessante, não?!

Finalmente, para recuperar o menu.lst original, primeiro devemos fazer uma cópia do atual (habitue-se a fazer cópias de coisas que você vai alterar), para depois recuperar o original. Execute agora os dois seguintes comandos:

sudo mv /boot/grub/menu.lst /boot/grub/menu.lst.new
sudo cp /boot/grub/menu.lst.old /boot/grub/menu.lst

Pronto! Reinicie o computador, para ver como as coisas voltaram a ser como eram antes.


Modo "manual"

Este modo de recuperação é, certamente, o mais eficiente. Embora os inciantes no Linux fiquem geralmente "apavorados" em lidar com a linha de comando, se quiserem ter um futuro no Linux, é melhor habituarem-se a isto.

Neste método o GRUB é recuperado fazendo ao mesmo tempo a recuperação do menu original do GRUB! Vamos lá, então...
 
Coloque o DVD de instalação do openSUSE na unidade e reinicie o computador, para dar boot pelo DVD. Quando parar na tela inicial, mude o idioma para "Português do Brasil" e selecione a resolução de sua preferência. Após isto, selecione a opção "Sistema de recuperação".

Chegará o momento de fazer login e você simplesmente digita root e aperta Enter.

Onde está meu Linux?

Para que possamos prosseguir com este método, é preciso descobrir em qual disco o Linux foi instalado e também saber qual é a partição de boot. Para isto, vamos usar o fdisk.

Identificação dos HD

Se você tem apenas um HD, ele certamente será identificado por hda ou sda. Os HD do tipo IDE (ou PATA) são geralmente identificados por hd e os HD SATA ou SCSI são identificados por sd.

O "truque" é tentar iniciar de um jeito. Se não der certo, tentamos do outro!

Descobrindo onde está o Linux usando o fdisk

Chamamos o fdisk com o seguinte comando:

fdisk /dev/hda

Se ele responder com  um "Unable to open /dev/hda", você usa então

fdisk /dev/sda


Seja como for, uma vez dentro do fdisk, você digita o comando p, para listar as partições. Veja na figura a seguir toda a sequência de comandos abordados até aqui.

As partições de sda

Observe na figura acima as partições do disco sda. Observe mais atentamente algumas coisas:

1) A partição onde o Windows foi instalado é a /dev/sda4. Deduzimos isto por causa do sistema de arquivos NTFS;
2) A partição /dev/sda1 é a partição de swap do Linux;
3) Qual é a partição de boot do Linux, /dev/sda2 ou /dev/sda3?

Com a primeira observação, temos informações suficientes para mais tarde adicionar o Windows 7 no menu do GRUB!

Com relação a qual partição é a de boot, geralmente ela é a que vem depois da partição de swap! Em caso de dúvida, o tamanho da partição é o tira-teima. O openSUSE cria a partição home separa da partição de boot. E geralmente, também, ela é maior que a partição de boot. Então podemos deduzir que a partição de boot do openSUSE é a /dev/sda2!

Montando provisoriamente a partição de boot

Agora que sabemos qual o disco e a partição de boot do Linux, vamos preparar o caminho para restaurar o GRUB. Em primeiro lugar, vamos montar a partição. Digite o seguinte comando:

mount /dev/sda2 /mnt

Agora para facilitar os próximos procedimentos, mude a raiz do sistema para a partição montada, usando os seguintes comandos:

mount -o bind /proc /mnt/proc
mount -o bind /sys /mnt/sys
mount -o bind /dev /mnt/dev

chroot /mnt

Fazendo isto, a partição montada dentro de /mnt passa a ser mais facilmente referenciada, usando /boot/grub no lugar de /mnt/boot/grub, por exemplo!

Recuperando o menu do GRUB

Tudo o que precisamos fazer agora, para restaurar o GRUB, é o seguinte:

cd /boot/grub
grub-install

Só isto!

Algumas linhas irão surgir na tela e, no final, você poderá ver a mensagem: "...suceeded"

Reinciando o computador


Finalmente, reinicie o computador, para ver tudo normal de novo. Pode apertar o botão RESET ou digitar mais educadamente o comando

shutdown -r now

THE END





Comentem, critiquem, fiquem à vontade!




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sábado, 14 de novembro de 2009

openSUSE: Maravilha de Linux!

Sou usuário do Linux desde não sei quando. Experimentei vários "sabores" (distribuições) de Linux, até que descobri o OpenSuSE Linux. Na época, era a versão 9. A versão atual é a 11.2.

Mas o que é o OpenSuSE Linux?

Project Overview


(informações obtidas em: http://pt.opensuse.org/Project_overview)

O projeto openSUSE é um programa comunitário patrocionado pela Novell. Promovendo o uso de Linux por toda a parte, o openSUSE.org disponibiliza gratuitamente, de fácil acesso para todas as mais usadas distribuições Linux, o openSUSE. O projecto openSUSE oferece aos programadores e entusiastas de Linux tudo o que necessitam para começar.

Os objetivos do projecto openSUSE são:
  • Tornar o openSUSE a distribuição Linux mais acessível e a mais utilizada plataforma de código livre.
  • Disponibilizar um ambiente para colaboração de código livre que torne o openSUSE a melhor distribuição Linux tanto para utilizadores Linux novos como para experientes.
  • Abrir e simplificar dramaticamente o processo de desenvolvimento e empacotamento de forma a tornar o openSUSE a plataforma de escolha de utilizadores experientes e programadores. 


O quê há de novo no openSUSE 11.2?

(Informações obtidas em http://pt.opensuse.org/OpenSUSE_11.2)

(...) O openSUSE 11.2 se distingue por ser um novo lançamento e por incluir versões imensamente melhoradas do Firefox, OpenOffice.org, GNOME, KDE, e mais de mil aplicativos de fonte aberta. O openSUSE também inclui uma a completa suíte de servidores de software e uma rica seleção de ferramentas de desenvolvimento de código aberto.


Sob o Capô

O openSUSE 11.2 vem com a última versão 2.6.31 do “kernel” Linux, o coração pulsante de cada sistema openSUSE. O sistema de arquivos padrão do openSUSE também foi alterado para o novo sistema Ext4 . Claro, o openSUSE continua suportando Ext3 e outros sistemas de arquivos – mas na instalação, novas partições são automaticamente designadas Ext4.

O openSUSE 11.2 também inclui novos e atualizados drivers para o seu hardware, ou seja, aparelhos mais novos irão trabalhar melhor com openSUSE. Além disso, uma atenção especial tem sido dada ao mercado de netbooks, e os novos drivers permitirão que o openSUSE rode melhor em um amplo leque de netbooks.


No Desktop

Os ambientes de trabalho do openSUSE 11.2 continuam a evoluir. Em adição ao trabalho do Projeto openSUSE no desktop, openSUSE 11.2 inclui as últimas versões dos dois ambientes de trabalho, o KDE 4.3 e o Gnome 2.28.

O Mozilla Firefox 3.5 oferece aos usuários mais controle sobre sua experiência de navegação, incluindo um Ctrl-Tab para alternar entre as abas e um modo de navegação privada.

O OpenOffice.org 3.1 proporciona ainda mais novas melhorias para a suíte de escritório, tais como a capacidade de realizar uma conversa estruturada através de funções o processador de texto (openOffice Write) e outras grandes melhorias para a aplicação de desenho gráfico (openOffice Draw).


Suporte a Redes Sociais

Novos aplicativos de apoio a redes sociais como o Facebook e o Twitter e várias outras foram adicionadas ao desktop. Estas aplicações permitem uma melhor experiência de usuário, diferente do padrão de interfaces baseadas na web.
  • choqok: Novo cliente do KDE para twitter e identi.ca
  • gwibber: Novo cliente GNOME com suporte para o Twitter, identi.ca, Facebook, etc
  • kopete: O cliente KDE agora tem suporte adicional para o Facebook e protocolos de IM
  • Social plasmoids: KDE 4.3 vem com plasmoids para Twitter/identi.ca e OpenDesktop 

Obtendo o OpenSUSE


Você pode obter o SuSE de várias formas. A melhor delas é baixá-lo diretamente do site oficial. O SuSE é distribuido de várias formas e variações: para 32 ou 64 bits; podendo ser baixado via download direto o via um cliente bitTorrent; etc.

A página oficial em português para download da versão mais atualizada do SuSE é esta: http://software.opensuse.org/112/pt-BR

Veja na figura abaixo as inúmeras possibilidades:



A versão de instalação completa do SuSE é distribuída em DVD-ROM. E é a opção selecionada por default. Acima e à direita você escolhe se é para uma máquina 32 ou 64 bits. Logo abaixo, o modo de download.

A não ser que você tenha um plug-in para gerenciar downloads em teu browser, não opte pelo "Link direto"! O arquivo é muito grande e, mesmo na banda larga, você vai esperar dezenas de minutos (ou horas) para completar o download. Se acontecer algum imprevisto, como por exemplo faltar energia, terá que reiniciar o dowload da capo.

A melhor opção é usar o cliente bitTorrent. Se ainda não sabe o que é um cliente bitTorrent, sugiro por hora pesquisar no Google ou na Wikipedia. Mas vou dar uma colher de chá, e mostrar como funciona:

Vamos supor que você queira baixar a versão LiveCD KDE, 64 bits, via Torrent. Ao clicar no botão "Baixe o KDE" (sim, as coisa mudam ne tela, conforme as opções!), o browse (que eu espero que seja o FireFox) irá salvar um arquivo .torrent em teu HD, no lugar que você informar.




Feito isto, você abre este arquivo com teu cliente bitTorrent. Eu, por exemplo, uso o KTorrent.





Aqui está o meu KTorrent baixando o LiveCD KDE do SuSE.




Depois que completar o download, você precisa "queimar" uma midia, ou seja, gravar o CD ou DVD, usando teu software de gravação preferido. Somente depois disto é que você poderá pensar em iniciar uma instalação do SuSE.



LiveCD

 O LiveCD é um recurso interessante para quem está curioso, mas não está com coragem de instalar. Ele permite que você teste o SuSE sem precisar instalar nada. É só colocar o CD na unidade e dar boot na máquina!

Esta é uma boa maneira, inclusive, para saber se tua máquina está preparada para o SuSE. Se você der boot pelo LiveCD e tudo funcionar direito (video, som, internet, etc), então é sinal que pode instalar a versão completa sem problemas.

Pelo que eu entendo de SuSE, a não ser que sua máquina seja jurássica, o SuSE vai reconhecer tudo nela.

Mas toda a potencialidade do SuSE só será obtida se você instalar a versão completa.


Mais sobre o openSUSE


para saber um pouco mais, nada melhor que visitar as páginas oficiais do openSUSE.

Clicando aqui, você poderá ver como a nova versão do openSUSE aperfeiçoa a sua experiência computacional com mais de 121 novas características, inclusive um novo visual atrevido e sensitivo para o GNOME e KDE.

E clicando aqui, você poderá ver algumas telas do openSUSE, mostrando como ele é bonito e o grande potencial que ele tem como Sistema Operacional para Desktop.


Manuais e documentação do openSUSE


Clicando aqui você será direcionado para uma página com a documentação oficial do openSUSE traduzida para o português.


---X---

No próximo artigo vou falar sobre a versão em LiveCD e mostrar como ela funciona! Até lá...


Comentem, critiquem, fiquem à vontade!




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